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Brasil e Japão - um casamento que deu certo

Foto: Jun Hosoya
Foto: Jun Hosoya
Jun Kagami, 45 anos, conheceu sua esposa quando morava no Brasil. "Eu sou um japonês um pouco diferente, desde que era novo pensava em sair do país", conta com descontração. Jun foi inicialmente aos Estados Unidos para estudar Jazz em uma universidade em Boston, em 1976, quando tinha 18 anos. "Eu não cheguei a me formar e decidi sair pelo mundo a procura de um estilo de música diferente", contou. Em suas viagens pela Europa, Jun acabou se deparando com o estilo diferente que procurava. "Eu já tinha ouvido MPB quando era criança, mas foi quando ouvi João Gilberto tocando enquanto viajava pela Europa que decidi que esse era meu próximo destino", conta. Nessa época, sua esposa Helena Sachie Minami Kagami, 47 anos, trabalhava em uma agência de turismo e foi aí que se conheceram. "Nos conhecemos em 1982 e casamos no ano seguinte", lembra Helena. Foi a beleza de Helena que primeiro chamou a atenção de Jun. Helena acreditou desde o começo que ele não era um japonês convencional. "Ele era muito animado", conta. Dono de uma coleção de mais de 500 títulos brasileiros, Jun tem trabalhado apenas com música brasileira desde que retornou ao Japão há 19 anos. Os dois trabalham juntos. Jun faz as músicas e Helena faz as letras. A propoganda da loteria esportiva Toto de letra composta por Helena foi gravada por Roberto Frejat, do Barão Vermelho. "Já toquei com Elisete Cardoso e Paulinho da Viola, mas devo muito a Damião e Osvaldinho da Cuíca", contou Jun. Com quatro cds de samba gravados no Japão, Jun quer agora gravar no Brasil. "Devo ir para lá depois do carnaval para gravar com o Época de Ouro", afirmou. O músico sonha fazer apresentação no Brasil, mas concentra esforços no mercado japonês. Embora o casal tenha esse forte relacionamento com o Brasil, seus três filhos não são fluentes na língua. "Não consegui ensinar eles", lamenta Helena. Por ser nikkei, ela tem muito do pensamento japonês antigo incorporado. "Acho que essa foi uma das características que me chamou a atenção e minha avó gostou muito dela desde o primeiro encontro", conta Jun, que garante que nunca houve problemas por causa da diferença cultural. Helena admite que no começo a sociedade japonesa que exige certo tipo de comportamento foi cansativa. "No começo, eu não sabia nem como comprar sutiã e precisava da ajuda do Jun para muitas coisas cotidianas", conta Helena. Embora muitas pessoas digam que ela tem muito do pensamento antigo japonês, anterior a Segunda Guerra Mundial, por causa da educação que recebeu de seus pais, Helena continua se sentindo brasileira. "Não sinto que sou e nem quero ser japonesa", afirmou. Para Jun, a nacionalidade não é um fator importante. "O importante para mim é ela, não a nacionalidade", disse.


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