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Washi

Conheça a um pouco da história
O papel propriamente dito surgiu na China, no período Han (105). Depois foi
introduzido na Coréia, e por último no Japão. O coreano Doncho é considerado o responsável pela introdução do papel no arquipélago, em 610.

Mas o verdadeiro washi surgiu em meados de 702, em Gifu e Fukuoka, sendo desenvolvido em grande escala a partir de 710 (era Nara).
Um fato importante marcou a época. Em 770, foram impressas 1 milhão de
sutras budistas Dharani, colocadas dentro de pagodas (The Million Pagoda
Dharani). 1.300 anos depois do início do washi, os maiores centros produtores do papel são as províncias de Gifu, Saitama, Fukui, Tottori, Shimane e Kyoto.

E cada região é especializada em determinado tipo de washi. “Como o mercado não é muito grande, cada local de produção se especializou e cada tipo de papel tem características diferentes. O yuzen, papel estampado, mais famoso é o de Kyoto”, explica Shimizu. Isso acontece porque Kyoto sempre foi famosa pelo tingimento de sedas para kimonos e o mesmo tipo de estampa passou a ser reproduzido em papel, acrescentou Nishimoto.

Mesmo com sua tecnologia arrojada e avançada, o Japão consegue manter a
tradição de fabricar alguns de seus produtos de forma manual, como é o caso do washi, o papel japonês.

Produzido desde o ano de 702 (era Yamato) no arquipelágo, o washi é um dos papéis de maior durabilidade e beleza do mundo. A diferença entre os de fabricação ocidental pode ser sentida no toque de suas folhas: são macias, de textura agradável e têm mais qualidade. Fora as características
individuais que cada artesão coloca em seu produto, e que não podem ser
encontradas nos papéis feitos em máquinas.

O processo contínuo de linha de produção, introduzido pelos europeus, passou a competir pelo mercado, oferecendo preço mais baixo. A época em que existia maior produção de washi foi durante a era Meiji. Em 1901 existiam 68.562 pontos de produção. O número foi caindo até chegar a 400 em 1997.

Depois que o washi é finalizado nas mãos dos artesãos, o papel segue diversos destinos. Pode receber pinturas dos mais variados estilos, até chegar às lojas na forma de material para origami (dobradura de papel), caixas, embrulhos de presentes, luminárias, entre outros.

A folha avulsa do washi, no Japão, custa em média 390 ienes (9 reais).
Existem folhas com desenho, mais trabalhadas, que chegam a valer 640 ienes (15 reais). O papel mais caro é o produzido manualmente e quanto maior a folha, mais caro se torna. Na Ozu Sangyo, loja especializada que existe em Tokyo desde 1653, uma folha de medidas maiores do que dois metros por dois metros alcança o preço de 23 mil ienes (567 reais).

Segundo Yukihiro Nishimoto, o responsável pela Ozu Sangyo, as vendas para o exterior ficam comprometidas por causa do preço. "O produto chega aos Estados Unidos e Austrália, mas acaba custando mais de duas vezes o preço original", explicou.

Os produtos originados a partir das folhas podem ser encontrados em várias
lojas por todo o país, principalmente na região de Kyoto. Até hoje, esses artigos são um dos presentes mais procurados pelos estrangeiros.

Atualmente, alguns processos da fabricação do washi são feitos em máquinas, mas não se pode dizer que o papel é feito industrialmente.
Segundo Haruo Kubo, artesão da Ogawa-machi Washi Taiken Gakushu Senta
(Centro de Estudos Práticos de Washi de Ogawa). “Apenas algumas etapas podem ser realizadas em máquinas. Por isso, mesmo que o artesão use alguma delas para fazer seu produto, o processo ainda é considerado como sendo washi”, diz.

Kubo acrescenta que mesmo nos maiores centro de produção de washi, o número de pessoas trabalhando não passa de 30.


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