HOME  HOME  ExpoBrazil - Agaricus, herbs, propolis for health and beauty.  Nikkeybrasil Quem Somos Biografias Indice de Biografias Forum Fotos de Biografias Links Contato  em japones




Cinema japonês em Porto Alegre

A SALA P. F. GASTAL E O CONSULADO DO JAPÃO DE PORTO ALEGRE

CONVIDAM PARA O COQUETEL DE ABERTURA

DA MOSTRA "QUATRO MESTRES JAPONESES"
Kurosawa, Naruse, Ichikawa e Kitano



QUATRO MESTRES JAPONESES

EM CARTAZ NA SALA P. F. GASTAL



A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro coloca em cartaz a partir desta terça-feira, dia 14 de março, um pequeno ciclo de duas semanas reunindo importantes títulos de quatro grandes realizadores do cinema japonês, Akira Kurosawa (1910-1998), Mikio Naruse (1905-1967), Kon Ichikawa (1915) e Takeshi Kitano (1947). Esta pequena mostra irá apresentar um filme de cada um desses diretores, que estão entre seus trabalhos mais significativos: Não Lamento Minha Juventude, de Akira Kurosawa (1946), Vida de Casado, de Mikio Naruse (1951), As Irmãs Makioka, de Kon Ichikawa (1983), e O Mar Mais Silencioso Daquele Verão, de Takeshi Kitano (1991).

A mostra Kurosawa, Naruse, Ichikawa e Kitano: Quatro Mestres Japoneses tem o apoio do Consulado Geral do Japão em Porto Alegre, e todas as sessões têm entrada franca. Os filmes serão exibidos em 16mm, com legendas em português.

O principal atrativo desta mostra é apresentar dois títulos menos conhecidos de Kurosawa e Kitano, realizadores com os quais o espectador brasileiro tem mais familiaridade, ao mesmo tempo em que oportuniza o contato com duas obras-primas de Kon Ichikawa e Mikio Naruse. Com grande prestígio no Japão e na Europa, Ichikawa e Naruse têm sido alvo de inúmeras retrospectivas e revisões críticas, mas ainda são pouco conhecidos do público brasileiro. Em 2003, o Centro Cultural São Paulo dedicou uma retrospectiva a Naruse, que costuma ser citado no Japão como o terceiro nome do panteão cinematográfico nipônico clássico, ao lado de Yasujiro Ozu e Kenji Mizoguchi. Akira Kurosawa, por ser muito "ocidentalizado" e render tributo excessivo à obra de Shakespeare, estaria excluído desse grupo, já que seus filmes seriam menos "japoneses". Discussões à parte, trata-se de uma oportunidade única de conhecer uma das cinematografias mais interessantes do mundo, pelas mãos de quatro de seus indiscutíveis mestres.





PROGRAMAÇÃO





Não Lamento Minha Juventude, de Akira Kurosawa (1946, 110 minutos, preto e branco) - Uma das primeiras obras-primas de Akira Kurosawa, antes da sua consagração no Ocidente com Rashomon (1950). Realizado em 1946, este filme foi realizado logo após a rendição japonesa aos aliados, que marcou o fim da Segunda Guerra Mundial. Em Kyoto, a filha de um renomado professor universitário tem sua vida abalada depois de ver o pai cair em desgraça devido a suas convicções políticas e ter seu namorado preso e executado sob a acusação de espionagem. Traumatizada por estes acontecimentos, ela vai viver em um vilarejo do interior, com os pais de seu namorado. Lá, novos desafios a esperam. Assumindo um tom semi-documental, Kurosawa cria um sensível retrato da devastação do Japão após a derrota na Segunda Guerra Mundial, quando o país tenta se reerguer do trauma provocado pela bombas atômicas lançadas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. No papel central, brilha Setsuko Hara, a atriz-fetiche de Yasujiro Ozu, com quem trabalhou em clássicos como Pai e Filha (1949), Também Fomos Felizes (1951), Era uma Vez em Tóquio (1953), Dia de Outono (1960) e Fim de Verão (1961). Conhecida como a "Greta Garbo japonesa", ela tem um de seus maiores desempenhos neste Não Lamento Minha Juventude, criando uma personagem de grande complexidade psicológica. A atriz voltaria a repetir a colaboração com Kurosawa em O Idiota (1951).



Vida de Casado, de Mikio Naruse (1951, 97 minutos, preto e branco) - Costuma ser citado por vários críticos como a obra-prima de Naruse, o filme é baseado em um romance inacabado da escritora Fumiko Hayashi. Casal sai de Tóquio para viver em um bairro humilde na cidade de Osaka. Embora tenham se casado por amor, a paixão abrandou-se com o passar dos anos. Não tendo filhos para cuidar, a mulher torna-se cada vez mais insatisfeita com o seu dia-a-dia. Cultor do gênero shomin-gueki (dramas de pessoas comuns), baseando-se em personagens das camadas mais simples da população, Mikio Naruse privilegia as tomadas confinadas nos interiores das casas da classe trabalhadora, fazendo uso de movimentos mínimos de câmera. Segundo o Village Voice: "Como Mizoguchi, Naruse captou a situação das mulheres japonesas: infelizes e exploradas; como Ozu, ele desconsiderou a realização de filmes de época e ambientou os seus filmes na contemporaneidade, fazendo um relato da baixa classe média japonesa. Mas a sua autocrítica e atitude solitária lhe conferem uma postura profundamente pessimista, já que Naruse era menos sentimental que ambos. Sua abordagem era mais crua e marginal que a de Ozu, seu estilo menos claramente rigoroso e seus dramas domésticos descarregados de um misticismo afirmativo". No papel central, mais uma grande atuação da atriz Setsuko Hara, a "Garbo japonesa", que também pode ser vista em Não Lamento Minha Juventude.





As Irmãs Makioka, de Kon Ichikawa (1983, 140 minutos, colorido) - Elogiada adaptação do clássico romance de Junichiro Tanizaki (recentemente traduzido no Brasil), que acompanha a trajetória de quatro irmãs de uma abastada família de Osaka. Todos os anos, as irmãs se reúnem em Kyoto para acompanhar o florescimento das cerejeiras. Com belíssima fotografia, o filme é um retrato fiel da vida no Japão no período anterior à guerra. O diretor Ichikawa faz um paralelo entre o destino das irmãs Makioka e as quatro estações do ano. Um dos mais prolíficos diretores de cinema do Japão, e do mundo, Kon Ichikawa já dirigiu mais de 80 longas-metragens. Entre estes, obras-primas como os dramas de guerra A Harpa da Birmânia (1956) e Fogo na Planície (1957), este último colocando em cena o horror da prática do canibalismo entre soldados famintos. Dirigiu também o clássico documentário Tokyo Olympiades (1965), sobre os Jogos Olímpicos do Japão.





O Mar Mais Silencioso Daquele Verão, de Takeshi Kitano (1991, 101 minutos, colorido) - Terceiro longa-metragem de Takeshi Kitano, nunca lançado comercialmente nos cinemas brasileiros. Filme estranho e poético, sobre a repentina atração de um adolescente surdo-mudo pelo surfe, tem um ritmo lento e atmosfera intimista, muito diferente de outros trabalhos que consagraram o diretor internacionalmente, como Violent Cop (1989), Sonatine (1993) e Hana-bi (1997). Foi escolhido entre os dez melhores do ano pela revista Kinema Jumpô, a mais importante publicação de cinema do Japão.





GRADE DE HORÁRIOS

Primeira Semana



Terça-feira (14 de março)

16:00 - O Mar Mais Silencioso Daquele Verão

18:30 - Vida de Casado

20:00 - Coquetel de Abertura

20:30 - O Mar Mais Silencioso Daquele Verão



Quarta-feira (15 de março)

16:00 - Vida de Casado

18:30 - Não Lamento Minha Juventude

20:30 - Vida de Casado



Quinta-feira (16 de março)

16:00 - As Irmãs Makioka

18:30 - O Mar Mais Silencioso Daquele Verão

20:30 - As Irmãs Makioka



Sexta-feira (17 de março)

16:00 - O Mar Mais Silencioso Daquele Verão

18:30 - As Irmãs Makioka

21:00 - Projeto Raros (aguarde divulgação)



Sábado (18 de março)

16:00 - Vida de Casado

18:30 - Não Lamento Minha Juventude

20:30 - Vida de Casado



Domingo (19 de março)

16:00 - As Irmãs Makioka

18:30 - O Mar Mais Silencioso Daquele Verão

20:30 - Vida de Casado


Esta página foi visitada 777980 vezes! Copyright 2002-2003 40 Anos All rights reserved
Desenvolvido e mantido por AbraOn.